Caporroto deve ser registado como marca de produto angolano Angop

O "caporroto" (bebida destilada em moldes tradicionais) e a "quissangua" (refrigente tradicional de Angola), a semelhança da Cachaça do Brasil, devem ser registados como marcas de produtos nacionais por estarem ligados a história, cultura e identidade dos angolanos.

A afirmação é do director de marcas do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) de Portugal, Antonio Campino, que falava hoje a margem do encerramento do seminário sobre Propriedade Industrial.

Na sua óptica, o caporroto, também conhecido por "capuca", por ter um valor comercial no país deve ser protegido e registado como uma marca de produto nacional.

Antonio Campina disse que, apesar da questão vir a ser objecto de reflexão por parte das autoridades nacionais, deve-se criar já mecanismos que permitam dar a estes produtos "um caracter único", que deve ser protegido.

Para o especialista português, que participou no seminário iniciado quarta-feira, hoje não há desenvolvimento sem comércio e não há comércio sem marcas. "Os angolanos não devem discurar a oportunidade de registar estes produtos como marcas nacionais, sob pena de serem antecipados por outros paises que estejam interessados em fazê-lo", salientou.

Frisou que se uma empresa angolana vir a ter sucesso no mercado nacional vai ter necessidade de exportar para o mundo e terá que proteger a sua marca, porque se não o fizer uma outra entidade poderá resgita-la e apoderar-se da patente.

Por sua vez, o vice-ministro da Industria, Antonio Sapalo, disse que doravante a questão da propriedade intelectual e industrial deve ser tida em conta para não haver influencias negativas a economia.

O seminário sobre Propriedade Industrial abordou, entre outros, o papel dos offices nacionais de Propriedade Industrial (PI) na promoção da inovação e das invenções", "Os desenhos industriais e o seu significado para o desenvolvimento industrial e comercial", "Importações paralelas ou esgotamento de Direitos".

A realização do fórum enquadrou-se no programa da cooperação entre o Instituto Angolano de Propriedade Industrial, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Office Europeu de Patentes (OEP), Organização Regional Africana de Propriedade (ARIPO) e o Instituto Nacional de Propriedade Portugal (INPI).

O fórum contou com a participação de universitários, industriais, profissionais ligados as áreas jurídicas-económicas e alguns delegados provinciais.

Foto, bebidas alcoólicas


17 Sep 2004
Fonte:Angop    [Comentar]

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Comentários
Hilário Salupula    hilariosalupula@yahoo.com.br
Os angolanos devem ter consciencia que é importante a valorização dos seus produtos nacionais. É importante que as Universidades criadas desenvolvam estudos em parceria com outras para descobrirem o que os alimentos nacionais apresentam e melhorarem a tecnologia de sua fabricação. Não custa muito porque os outros também assim o fizeram. As instituições financeiras ou outras devem apoiar as iniciativas nesse sentido para a diversificação da nossa economia e abertura de mais postos de trabalho. O Kaporroto e outras bebidas já são bebidas que têm marca no país e são comercializadas. O dinheiro já está aí. Para o seu reconhecimento só falta estudos conclusivos e melhorar. Significa o investimento tem retorno. É minha modesta contribuição. Huambo, 1 de Maio de 2010.

Anónimo    vmarg19@hotmail.com
concordo com a ideia desde que a sua produção seja legislada e aprovada pelo ministério da saúde ,uma vez que, contém um teor alcoólico elevado.assim como o caporroto e a quissangua tantos outros produtos como o gelado de múcua,doce de ginguba ,a farinha musseque e tantos outros devem ser nacionalizados.

Prú    Luanda
desde 2004 que decorreu o seminário na qual se retratou o assunto em questão, ninguém até o momento se dignou em dirigir-se ao organismo que trata da propriedade industrial para reconhecimento da marca. se é um produto em que muitos podem fabricar, a quem se concederá a exclusividade do registo, já pensaram nisso malta angolana? o produto pode sim ser registado como marca comercial, mas quem terá autonomia para tal? caros leitores, ajudem-me a encontrar esta a resposta antes que tomo em nome dos angolanos a iniciativa e começo a comercializar em meu nome o produto local e quiça, exportar.....

solange de carvalho    rua cte gika 189 1-é
Talvez se melhorassem a forma da sua fermenteção.Porque é do conhecimento de todos que a transformação desta bebida,é muito prejudicial a saúde.Quando consumida com frequência mata,e mata muito rapidamente,isto refiro-me a Kapuka e ao Kaporroto.já a Kissangua e o Maruvo chega a ser muito mais saúdavel.É apenas uma questão de se fazer estudos e porque não,se é para aumentar a produção e a qualidade e ao mesmo tempo divulgar o nome de Angola,acho que sim desde que sientes do mal que estas bebidas causão

dimbu dia nbunda    dimbudianbunda@hotmail.com
sim senhora, e nao se esquecao do bom maruvo, do kimbombo e da kissangua.uma boa pontera , aquele primeiro garrafao extraido com todo amor e carinho, so ia ser sucesso, nacional e internacional.

Kidi    Luanda
É de louvar esta intençao. Faltará ao governo descrever a receita de fabricaçao para a sua internacionalizaçao e publicidade, porque muitos curiosos oportunistas poderao manchar a sua identidade e aceitaçao no mercado. Já com uma Marca Registada poderá existir Denominaçoes de Origem, porque existe o Capuca de Malanje, de Kwanza Norte, etc.

BAKONGO PRIDE    O que faltva......... London
Acho certo a decisao so que se chega nas bocas dos brancos acabarao morrendo. Fica como bebida dos pobres e acabou.

Pandinha    EG
Pra aqueles q se envergonham da sua identidade;aqui vai a chapada 100 maos da parte do tuga,kapuka(kaporroto)merece ser registered mark.nao nos esquecamos do Kimbombo,porque este tambem nos pertence.Muitos de nos crescemos tomando kissangua,comendo ngonguenha mas agora que fomos pra tuga ate do calulo nos envergonhamos....Ta fingir assim porq???????? Como diz o Murras: Menguela, kisaka, kissangua, kimbombo, kapuka sao todos nossa marca e merecem patente.

por angola    nosso pais
srs e sras é de se reconhecer que o caporroto e nosso produto vamos deixar de ter vergonha da nossa identidade,esta ideia e magnifica e os industrializadores tem de aproveitar para criar o nosso propio produto de uma forma agradavel de se saboriar

LUNGUILA-Germany    Apadrinhem na industrializacao do Caporoto
Ha milhoes de anos o nosso Caporoto foi decepcionados, por ser a marca nao registada com a ajuda da Evolucao o Caporoto ressuscitou-se em Angola. o CAMINHO CURTO sempre foi um bom companheiro do Stress da guerra e da ma Governacao do MPLA. espero que um dia vao lancar o nosso Caporokoto dos Guetos e saber mesmo a sua capacidade alcoolica porque tirou muitas vidas dos Angolanos.porfavor Apadrinhem-se na industrializacao do nosso Caporoto.

SAKANDJIMBI    FAMALICÃO
É com muita pena k tenha sido um estrangeiro "amigo" a nos alertar sobre isto, o k colectivamente agradecemos.... A meu ver mesmo com o longo período de guerra fratrecida, k ocupou em demasia nossas mentes a ponto de não nos recordarmos de situações tão importantes como esta, k aliás é anunciada, praticada e conhecida no País e no estrangeiro constitui-se num clamoroso erro dakeles k têm responsabilidades directas sobre o assunto. Mas nunca é tarde, o momento exige a identificação e a valorização de nomes e hábitos de Angola e dos Angolanos. Particularmente não sou apologista do insentivo do uso de substâncias psicotrópicas e altamente decadentes como o "nosso" kaporroto,kapuka, Kanhome, Katchipembe,ou outra maneira de denominação deste produto tão secular para os Angolanos. Mas como talvez existirá um meio termo pra tudo isto, uma abordagem mais séria de tudo isto, permitiria a exploração industrial do produto e consekuente "doseamento" das kuantidades de alcool nele existente, pork como é do domínio de todos, este nosso Kaporroto é responsável por muitos problemas de saúde a muito boa gente.kem não terá ouvido falar do kaporroto de primeira(o primeiro a "sair" no processo de distalção)? Mas kem fala e procura valorizar o kaporroto, não poderá eskecer de outros alimentos, bebidas, danças e tudo kuanto pode servir de escudo pra k neste processo de globalização, tenhamos o orgulho daki a muitos anos k nos orgulhar.ESTAMOS JUNTOS

Kiluange Santos    Luanda NOSSA BEBIDA
é de louvar essa intenção, porque essas bebidas são parte da nossa cultura, espero que as autoridades passem a realizar inspecções regulares nas casas que produzem essas bebidas de forma a salavaguardar possíveis problemas. o Brasil tem a cachaça, Cuba o ron, Cabo Verde o Crog, São Tomé a Cacharamba e a Angola a capuca que os angolanos produzam a bebida com higiene e esqueçam-se dos preconceitos, porque é mesma a nossa bebida!

paupérrimo    
coisas como essas,parece q se nao saisse alguem doutro pais pra vir em angola dfalar disso,ninguem teria pensado nisso????oh meu D eus!!!

Zé Caporoteiro    Luanda
Até me sinto feliz ao ler essa noticia, que veio depois de mim pois sou o grande estrela da publicidade desse produto tao gostoso Caporoto. Mas só que no nosso pais o governo, os industriais , os agronómos, os quimicos ... toda a classe intelectual nao dao importancia dos produtos tradicionalmente africanos. pois temos capacidades, de lancar os nossos produtos mas com que base pergunto eu. o Caporoto hoje em dia se vê como uma bebida dos pobres, que nao conseguem as cervejas. se constatarem vao ver que a maioria dos caporoteiros sao os "decepcionados" os que dificuldades tenhem para obter o JHON WALKER, é o caminho curto. como é que vao querer lancar esse produto sem saber mesmo a sua capacidade alcoolica ; nem mesmo ter industrias mais ou menos organizado ou especialistas para que possa tirrar aquela imagem de uma bebida dos velhos bébados caluandas ? até o Caporoto nao é só uma especialidade nossa, pois africana. o caporoto encontra se em muitos paises africanos só que nós como atrazados com a guerra que somos estao a pensar que é uma especialidade angolana. pois no zaire do Mabutu, há Caporoto e se chama "LOTOKO" aproveitam já a patente antes que os nossos vizinhos congoleses lanca a tal patente. viva o Caporoto. o Man Dudas também foi um grande Caporoteiro no Sambila.

Mariano    Luanda
Finalmente dao razao ao que muitos angolanos de gema ja diziam. Para alem da caipirinha do Brasil, veja-se o caso da Tequilla mexicana.Era preciso um estrangeiro vir reforcar o que muitos ja diziam ? Eu nao sei o que os bancos e instituicoes de investimentos fazem em Angola. Apadrinhem a industrializacao da bebida.